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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
História da Igreja - Assembleia de Deus Belém
A primeira igreja Assembleia de Deus chegou ao Brasil por intermédio dos missionários suecos Gunnar Vingren e Daniel Berg, que aportaram em Belém, capital do Estado do Pará, em 19 de novembro de 1910, vindos dos Estados Unidos. A princípio, frequentaram a Igreja Batista, denominação a que ambos pertenciam nos Estados Unidos. Eles traziam a doutrina do batismo no Espírito Santo, com a glossolalia — o falar em línguas espirituais (estranhas) — como a evidência inicial da manifestação para os adeptos do movimento. A manifestação do fenômeno já vinha ocorrendo em várias reuniões de oração nos Estados Unidos (e também de forma isolada em outros países), principalmente naquelas que eram conduzidas por Charles Fox Parham, mas teve seu apogeu inicial através de um de seus principais discípulos, um pastor leigo negro, chamado William Joseph Seymour, na rua Azusa, Los Angeles, em 1906.
A nova doutrina trouxe muita divergência. Enquanto um grupo aderiu, outro rejeitou. Assim, em duas assembleias distintas, conforme relatam as atas das sessões, os adeptos do pentecostalismo foram desligados e, em 18 de junho de 1911, juntamente com os missionários estrangeiros, fundaram uma nova igreja e adotaram o nome de Missão de Fé Apostólica, que já era empregado pelo movimento de Los Angeles, mas sem qualquer vínculo administrativo com William Joseph Seymour. A partir de então, passaram a reunir-se na casa de Celina de Albuquerque. Mais tarde, em 18 de janeiro de 1918 a nova igreja, por sugestão de Gunnar Vingren, passou a chamar-se Assembleia de Deus, em virtude da fundação das Assembleias de Deus nos Estados Unidos, em 1914, em Hot Springs, Arkansas, mas, outra vez, sem qualquer ligação institucional entre ambas as igrejas.
A Assembleia de Deus no Brasil expandiu-se pelo estado do Pará, alcançaram o Amazonas, propagou-se para o Nordeste, principalmente entre as camadas mais pobres da população.
As Assembleias de Deus brasileiras estão organizadas em forma de árvore, onde cada Ministério é constituído pela igreja-sede com suas respectivas filiadas, congregações e pontos de pregação (subcongregações). O sistema de administração é um misto entre o sistema episcopal e o sistema congregacional, onde os assuntos são previamente tratados pelo ministério, com forte influência da liderança pastoral, e depois são levados às assembleias para serem referendados apenas. Os pastores das Assembleias de Deus podem estar ligados ou não às convenções estaduais, e estas se vinculam a uma convenção de âmbito nacional. Particularmente na América do Sul, hoje existe muitas Assembleias de Deus autônomas e independentes.
A primeira igreja Assembleia de Deus em Bataguassu foi fundada em 1984. Naquela época a congregação era liderada pela AD de Presidente Epitácio (SP). Foi somente em janeiro de 2.004 que os estatutos foram modificados e surgiu então a Igreja Evangélica de Deus de Bataguassu. Seu primeiro dirigente, ainda sob domínio de Epitácio foi o presbítero José Soares. A partir do momento em que Bataguassu 'andou com suas próprias pernas', o primeiro líder foi João Matias. Atualmente a igreja está sob coordenação do pastor João Cabreira.
Com cerca de 400 membros, a Assembleia de Deus Belém tem igrejas em Anaurilândia, Santa Rita do Pardo, e nos distritos da Nova Porto XV, Quebracho e Assentamento Santa Clara. Seus pastores são: Isael Pereira Momério, Zaqueu Monteiro Dourado, Valdir Andersen, Abinoão Montezano e Antonio Carlos Izidoro.
SUA CRENÇA
De acordo com o credo das Assembleias de Deus, entre as verdades fundamentais da denominação, estão a crença: Num só Deus eterno subsistente em três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo; Na inspiração verbal da Bíblia Sagrada, considerada a única regra infalível de fé normativa para a vida e o caráter cristão; Na concepção virginal de Jesus Cristo, na sua morte vicária e expiatória, ressurreição corporal e ascensão para o céu;No pecado que distancia o homem de Deus, condição que só pode ser restaurada através do arrependimento e da fé em Jesus Cristo.
A denominação pratica o batismo em águas por imersão do corpo inteiro, uma só vez, em adultos, em nome da Trindade; a celebração, sistemática e continuada, da Santa Ceia; e o recebimento do batismo no Espírito Santo, geralmente, com a evidência inicial do falar em outras línguas, seguido de outros dons do Espírito Santo.
Os assembleianos, em regra, são contra o aborto voluntário e o divórcio. Os cultos das Assembleias de Deus se caracterizam por orações, cânticos (hinos evangélicos clássicos e contemporâneos), testemunhos e pregações, onde muitas vezes ocorrem manifestações dos dons espirituais, como, por exemplo, profecias e línguas espirituais (estranhas).
Possui dias e horários específicos para cultos, sendo o principal deles no domingo por volta das 18/19 horas, e o de ensinamento bíblico (a Escola Bíblica Dominical, com divisão de classes por idade) por volta das 9 horas.
OS CULTOS
Os cultos têm duração média de 2 horas, sendo divididos em: Oração inicial - Normalmente um pastor ou outro obreiro faz uma oração a Deus. Cânticos iniciais - Utilizando-se a Harpa Cristã (um livreto de Hinos Evangélicos Clássicos), canta-se em média 3 hinos e em alguns ministérios, hinos congregacionais. Leitura bíblica (ou palavra introdutória) - Neste momento a leitura do trecho bíblico e inspirada pelo Espírito Santo, no qual o culto será direcionado como um todo com fulcro nesse trecho.
Oportunidades de cânticos por grupos de jovens, crianças, senhoras, adolescentes, corais, grupos e ministérios de louvor.
Oportunidades de testemunhos por membros - Momento no qual os membros contam o que Deus mudou em suas vidas e vem fazendo, atualmente, por eles.
Pregação - na qual um pastor, um membro da igreja local, ou um pregador ou pastor convidado fará a pregação (sermão) explicando a passagem bíblica.
Apelo - Convite aos que não são evangélicos a aceitarem a Jesus como único e suficiente Salvador.
Cântico de encerramento e/ou avisos sobre as próximas reuniões.
Oração final.
Bênção apostólica (somente dado pelo pastor, presbítero ou evangelista: "A graça de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, o amor de Deus, o nosso Eterno Pai, a comunhão, as doces e eternas consolações do Espírito Santo sejam sobre nós e sobre todo o povo de Deus, desde agora e para sempre. Amém".
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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Metodismo em Bataguassu
Começou no pastorado do Pr. Gerson Constante de Oliveira (in memorian), na cidade de presidente Epitácio-SP divisa com o Estado de Mato Grosso do Sul. Seu sonho era atravessar a ponte que divide os dois Estados e iniciar um trabalho Metodista na vizinha cidade de Bataguassu-MS.
O sonho tornou-se realidade em 1996 com a realização de cultos nos lares de irmãos que ali residiam. Fatos importantes fizeram parte dessa história dos quais destacamos:
- Em 20 de dezembro de 1997- instalação do 1º Ponto Missionário da Igreja Metodista em Bataguassu-MS. - Em maio de 1999, com o falecimento do Pr. Gerson, o trabalho contou com a assistência do Pr. Gilmar Ferreira dos Reis e da pastora Kelen da Silva Oliveira Cabanilha (da Igreja Metodista em Presidente Epitácio-SP.
- Em 1º de fevereiro de 2001- por ato do Bispo João Alves de Oliveira Filho, o trabalho em Bataguassu-MS foi transformado em Campo Missionário Regional. Foi designada para coordenar esse Campo Missionário a pastora Kelen da Silva Oliveira Cabanilha ( filha do falecido Pr. Gerson), mudando-se com sua família para essa cidade, dedicando-se de tempo integral na obra.
Nesses anos, podemos destacar, dentre muitas conquistas: a construção do templo em tempo recorde, através de trabalhos voluntários, inédito nesta cidade, pelo Projeto Missionário: “ Uma Semana Pra Jesus”; - consagração de obreiros, criação da Associação Metodista de Ação Social – AMAS, participação efetiva em vários programas sociais municipais e a administração do Lar Feliz, que tem como missão acolher e abrigar crianças e ou adolescentes em situação de vulnerabilidade social, além de anunciar o evangelho para salvar almas.
No dia 28 de novembro de 2009 a Igreja deixou de ser Campo Missionário, passando ser uma Igreja autônoma. Neste ano de 2010, no dia 27 de outubro, comemorou-se 13 anos de Metodismo em Bataguassu.
A Igreja Metodista em Bataguassu reconhece e celebra as boas dádivas do Bom Deus por isso tem por lema: “ Lugar de gente feliz!”
História da Igreja
O movimento Metodista presente hoje em mais de cem países e com uma comunidade de mais de cinqüenta milhões de pessoas, teve seu início com João Wesley (nascido em 17 de junho de 1703 na cidadezinha de Epworth, na Inglaterra) filho, neto e bisneto de pastores, iniciou seu aprendizado educacional aos cinco anos de idade, através de sua mãe Susana que utilizava a Bíblia para alfabetizá-lo; se formando na conceituada Universidade de Oxford, Inglaterra.
A aplicação aos estudos, a disciplina intelectual e a agudez de raciocínio foram características marcantes de João Wesley e por conseqüência, no Movimento Metodista. Sendo pastor da igreja Anglicana, a qual era a igreja oficial e o maior grupo protestante no século 17 no império britânico, João Wesley sentia que sua religião era formal, fria, faltava testemunho e alegria em ser cristão, os cultos eram pavorosamente enfadonhos; por isso chegou pensar até em deixar o púlpito, porém no dia 24 de maio de 1738 teve uma experiência pessoal com Cristo, sentindo seu coração estranhamente aquecido e, então, convicto da salvação pela fé, encontrou aquilo que tanto desejara, a transformação de sua religião de temor numa religião de amor, saindo de uma relação divina apenas legalista para uma relação de fé e confiança.
Com o ministério vivificado e uma pregação que não era apenas afirmativa da salvação pessoal pela graça, mas continha ainda, um apelo à mudança de vida, os púlpitos foram se fechando para ele por causa dos “excessos” e “entusiasmos” (já que a maioria das igrejas da época era acostumada com sermões frios e vazios); desta feita, João Wesley passou a pregar ao ar livre, por toda a Inglaterra, espalhando sua doutrina pelo mundo, multiplicando o número de discípulos, ensinando o fortalecimento da fé e a edificação espiritual com mudança real nas pessoas em direção à santificação.
As sociedades metodistas foram organizadas mais formalmente como igreja, em 1791, após a morte de João Wesley. A colonização da América do Norte pelos ingleses, escoceses e irlandeses possibilitou a expansão do metodismo através de seus lideres que se mudaram para o novo continente.
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